quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O QUE É PIRATARIA?




A pirataria se refere à cópia(nosso caso djs), venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria, portanto, quer pela cópia de uma obra anterior (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração deliberada à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.
A pirataria envolve os mais diversos produtos, desde roupas, utensílios domésticos, remédios, livros, softwares e qualquer outro tipo de produto que possa ser copiado.

NO BRASIL
O comércio, a exposição à venda, ou a distribuição de pirataria é um crime no Brasil. A Lei 10.695, de 01 de Julho de 2003 altera partes do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 acrescentando ao artigo 184, §4º, que ressalva que a criação de uma cópia pelo copista para uso próprio e sem intuito de lucro, do material com direitos autorais, não constitui crime.
Cerca de 42% da população utiliza algum tipo de produto pirateado. Em pesquisa feita pela Fecomércio-Rio e Instituto Ipsos os produtos mais pirateados são os CDs, DVDs, óculos e relógios.
O Conselho Nacional de Combate à Pirataria mantém um site atualizado com as principais ações para coibir esta modalidade de crime.
Como o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 184, parágrafos 1,2 e 3 determina que deve haver o intuito de lucro (direto ou indireto), não comete pirataria aquele que compra ou faz download de arquivos para uso privado. E o parágrafo quarto acrescentado pela Lei n° 10.695 ao artigo 184 do Código Penal Brasileiro, autoriza expressamente a cópia integral de obras intelectuais, ficando dispensada, pois, a “expressa autorização do titular".
No Brasil a pirataria fere a licença de copyright e contra ela existe a Lei Anti-pirataria (10.695 de 01/07/2003 do Código de Processo Penal), que pune os responsáveis e dependendo dos casos a pena pode chegar a 4 (quatro) anos de reclusão de pena, e multa. Apesar disso, a pirataria é muito praticada no Brasil sendo responsável pela geração de um grande número de empregos informais. A Polícia Federal do Brasil mantém operações permanentes para coibir as diversas modalidades de pirataria.
No Brasil, de acordo com a Frente Parlamentar Contra a Pirataria, esse comercio ilegal impede 2 milhões de empregos formais no país e causa um grande rombo nas contas públicas. O Brasil deixa de arrecadar mais de 10 bilhões de Reais.

Alternativas:
No caso da produção musical e audio-visual ainda há uma grande controvérsia. Contudo, todos buscam uma solução que respeite o direito e permita acesso ao trabalho dos artistas. Um dos meios que favorece essa disponibilidade de material hoje em dia é o uso de software P2P que permite a seus usuários compartilhar arquivos por meio da Internet.Muitos esperam que os músicos comecem a abandonar a concepção de disco gravado para oferecer seu material de formas alternativas (como, por exemplo, downloads através de FTP ou similares), podendo fixar preços por peça/canção ou grupo de peças muito mais baixos que os atuais preços de CD.


No caso dos Djs, sera que somos piratas?
lembrando que baixamos, gravamos executamos as musicas em publico e ainda ganhamos dinheiro com isso.
so que o artistas não são niguem sem os djs, pois somos nos que divulgamos os trabalhos deles.
Bom, so espero que a moda de prender dj não pegue senão muitos djs, acho que 98% sera preso.

na proxima postagem falarei sobre direitos autorais, ate la
Abraços

Pela 1ª vez no Brasil, polícia apreende CDs de DJ por pirataria


DJ residente da Club Lotus, uma das principais casas noturnas de Cuiabá (MT), Elton Cotrin teve o laptop, a pasta de CDs e hardware da marca Serato apreendidas por agentes da Polícia Federal enquanto discotecava sob acusação de estar usando material pirata. A polícia mandou parar o som e acender as luzes. Em seguida, o DJ foi levado de camburão para a delegacia. O fato aconteceu por volta da 1h do último sábado (17).É a primeira vez no Brasil que se tem notícia deste tipo de ocorrência. Já em países europeus como Itália e Portugal, há vários registros de ações semelhantes da polícia.Os agentes federais teriam ido ao local para averiguar as condições da segurança, mas aproveitaram a ocasião e abordaram o DJ, recolhendo o material por supostas irregularidades. Também foram para a delegacia o dono do clube, seguranças e um funcionário do caixa, todos de camburão, cena presenciada por centenas de pessoas que se aglomeravam na porta da Lotus.Segundo justificou o delegado Erick Blatt ao site Olhar Direto, "se você baixa uma música na internet sem o pagamento de direitos autorais para o autor você sabe que está infringindo a lei, além disso a música estava sendo tocada na boate para fins comerciais o que caracteriza o uso indevido de propriedade intelectual".Karina Nogueira, promoter do Club Lotus, disse que os agentes não fizeram nenhuma verificação para saber se o material do DJ estava de acordo com a lei. "Eles apreenderam tudo e acabaram com a festa".Procurado pela reportagem, o delegado Erick Blatt disse que o material de Elton Cotrin não foi apreendido, mas sim retirado do local e encaminhado para a sede da PF junto com seu proprietário.Em entrevista ao Virgula, o DJ contou que ouviu na delegacia que "se for para falar que você baixa música ilegalmente, a gente vai ser obrigado a apreender todo material, fazer perícia, porque é pirataria." Cotrin garantiu ao delegado, e confirmou na entrevista, que todo o seu material de trabalho está dentro da lei. "Compro minhas músicas em lojas virtuais como Beatport e também têm várias faixas que são produções de minha autoria", disse.Segundo disse ainda, o delegado nem esperou que terminasse sua explicação e o dispensou porque "o problema não é com você e sim com a casa noturna". O DJ foi liberado, mas seu material ficou retido até o dia seguinte.

sábado, 17 de outubro de 2009

DJ JESUS LUZ USA CD MIXADO?


A cena eletrônica esta agitada. O motivo: DJ Jesus Luz. Sim, o modelo brasileiro, pegação da Madonna desde que sua última turnê passou pelo Brasil, agora ataca de DJ e, pasmem, produtor musical.


O surgimento de uma nova estrela do eletrônico brasileiro estava até bem tranquilo, tratando-se de um paraquedista. Nas últimas semanas a assessoria do moço pegou pesado e Jesus Luz ganhou as páginas de revistas e virou continuou notícia nos blogs. A web foi infestada de fotos dele tocando, divulgação da primeira turnê, Jesus no estúdio, rumores sobre o elevado cachê... E tudo isso, sem Madonna!No último feriado veio o primeiro grande teste no país. O modelo-DJ-superstar foi convidado pra dois grandes e importantes eventos. Tocar no Ceará Music Festival, com cachê estimado em 30 mil, e depois no Green Valley, em Camboriú - SC, onde dizem as fontes ganhou 18 mil. Isso sem contar as exigências como seguranças, Mercedes, suíte presidencial, etc... Falam de tudo!Uma certa atenção desde as fotos divulgadas do Pacha Búzios e os vídeos e fotos postados do Green Valley e do Ceará Music Festival, já seriam suficientes pra deixar os mais entendidos de orelha em pé e olhos bem abertos. A pedra já tinha sida cantada no Facebook, mas foi preciso o alemão Tocadisco (a.k.a. Roman Boeer), um dos maiores DJs-produtores da atualidade, cruzar o caminho de Jesus no Ceará e botar tudo no... Twitter; sempre o Twitter


TOCADISCO disse:

tive que mudar meu horário para "Jesus", o brinquedo de foder da Madonna, que estava querendo ser um DJ tocando um CD mixado! Foda-se ele...- mostre respeito por artistas de verdade. Não por wannabes- Gente, eu não me importo com o meu horário. Se é uma hora antes, uma hora depois. O ponto é que o cara tocou um set mixado e agia... como se fosse um DJ!"- Eu sou o único que pensa que isso é horrível??? "Como eu posso fazer mais dinheiro?"; "Vou fingir que sou um DJ?"

Sem querer fazer o Judas, alguma coisa parece muito errada e Jesus tem o tempo todo pra explicar o que acontece... E, além de tudo, Tocadisco botou os dedos no assunto fazendo-o tomar outras proporções... O futuro? Só Deus sabe!E que fique claro que a discussão levantada tem um fundamento maior do que tocar ou não tocar, mixar ou não mixar, set pronto ou não, live act ou DJset...

É sobre verdade: quem paga, quem contrata, quem representa, quem frequenta, quem faz. Todos envolvidos, do público ao patrão, deveriam pensar um pouco sobre isso, sendo confirmado ou não.

Não é sobre gostos e achismos, é sobre profissionalismo.

Enfim nos smple mortais pedimos 500 reais com som iluminação dj que sabe tocar e mixar e nego e branco, acha caro

Ja o Jesus Luz sem dj na frente ganha de 18 a 30 mil so para tocar, e pelo que todos acham um cd mixado, sucesso a ele so acho que ele não precisa disso ja pega a Madona a rainha do pop e é modelo, agora dj concorrencia desleau não como dj, por que sei que muitos aqui sabe que é melhor que ele, mas a fama vem em primeiro lugar e não o talento, fico feliz por ele divulgar a profissão, triste de tirar a vaga de um profissional

Novo álbum de Rihanna chega às lojas a 23 de Novembro


O sucessor de Good Girl Gone Bad está pronto e vai chegar às mãos do público a 23 de Novembro. «A espera chegou ao fim», lê-se em todos os sítios online mantidos por Rihanna – sítio oficial, MySpace e Twitter. Será o quarto disco de originais.

O álbum anterior, Good Girl Gone Bad (2007), da cantora natural dos Barbados vendeu mais de 7 milhões de cópias em todo o mundo. Para trás, contabilizam-se ainda dois trabalhos – Music of the Sun (2005) e A Girl Like Me (2006).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SET POP DANCE

By Charles Cdr dj
01 - Vinheta aumente o volume Dj Charles
02 - Intro Edit = Akon Feat. Kardinal Offishall - Dangerous (HHS Remix)
03 - Snoop Doggs - Sexual seduction(remix Charles dj Cdr)
04 - Eminem feat. Akon - Smack that(Remix Charles Cdr dj)
05 - Ne Yo - Mad (R.E.E.O. Mix)
06 - Akon e Negra Li - Beautiful (Funkymix--remixedit)
07 - Black Eyed Peas - Boom Boom Pow (HHS Remix)
08 - Rihanna - Disturbia (Jody Den Broeder Remix)
09 - Moony - I Don't Know Why (Jerome Isma-Ae Remix)
10 - Lady Gaga - Poker Face (Spyder Extended Remix For Ola) by jailson - acre 2009
11 - Lady Gaga - Just Dance (Alive Hit's Dance Dance Tribal Mix)
12 - Desaparecidos - Ibiza vs San Francisco (Dj Thiago Severo Mashup remix)
13 - Beyonce - Halo(remix by Dj Liipy METRONIGHT)
14 - Britney Spears - Womanizer (DJs Ligeirinho e Gasparzinho Remix)
15 - Agnes - Release Me (Moto Blanco Mix)djbananinha16 - Madonna - 4 Minutes - ( Junkie XL Dirty Dub Mix )



Todas as Quartas e Sabado as 21:00 ouça HIP HOP . NET, muito hip hop para vc com versões exclusivas e mixagens by Charles cdr dj
http://www.circuitoweb.com.br/hiphop.html

Todas as Terças e Sexta as 19:00 ouça CIRCUITO DO FUNK, o melhor do Funk carioca para voces com produção e mixagens by Charles cdr dj
http://www.circuitoweb.com.br/

Todas as Segundas e Quintas as 21:00 ouça BLACKOUT, muita Black Music e ReB para vc com versões exclusivas e mixagens by Charles cdr dj
http://www.circuitoweb.com.br/

Meu HD virtual
http://www.4shared.com/dir/5008081/344f9755/Charles_Douglas_cdr_dj.html

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O MP3 (MPEG-1/2 Audio Layer 3)

Foi um dos primeiros tipos de compressão de áudio com perdas quase imperceptíveis ao ouvido humano. A sua taxa de compressão é medida em Kb/s (kilobits por segundo), sendo 128 Kb/s a qualidade padrão, na qual a redução do tamanho do arquivo é de cerca de 90%, ou seja, uma razão de 10:1. Essa taxa de compressão atualmente pode chegar até 320 Kb/s, a qualidade máxima, na qual a redução do tamanho do arquivo é de cerca de 25%, ou seja, uma razão de 4:1, passando antes por 192 Kb/s, 256 Kb/s, ou seja, o máximo de qualidade que pode ser tirado em MP3.
O método de compressão com perdas empregado na compressão do MP3 consiste em retirar do áudio tudo aquilo que o ouvido humano normalmente não conseguiria perceber, devido a fenômenos de mascaramento de sons e de limitações da audição humana (embora pessoas com ouvido absoluto possam perceber tais perdas).

O significado da sigla
MP3 é uma abreviação de MPEG 1 Layer-3 (camada 3). Trata-se de um padrão de arquivos digitais de áudio estabelecido pelo Moving Picture Experts Group (MPEG), grupo de trabalho de especialistas de Tecnologias da Informação vinculado ao ISO e à CEI, As camadas referem-se ao esquema de compressão de áudio do MPEG-1. Foram projetadas em número de 3, cada uma com finalidades e capacidades diferentes. Enquanto a camada 1, que dá menor compressão, se destina a utilização em ambientes de áudio profissional (estúdios, emissoras de TV, etc) onde o nível de perda de qualidade deve ser mínimo devido à necessidade de reprocessamento, a 3 se destina ao áudio que será usado pelo cliente final. Como se espera que esse áudio não sofrerá novos ciclos de processamento, a compressão pode ser menos conservadora e aproveitar melhor as características psico-acústicas do som limitando-se apenas pela qualidade desejada para o ouvido humano.
A compressão típica da camada 1 é de 2:1 enquanto a da 3 é de 10:1. É importante lembrar que essa diferença da compressão não tem nada a ver com uma camada ser mais avançado que o outro tecnologicamente, mas sim com o objetivo da aplicação do áudio ser processado.
Um erro comum é confundir o MP3 com MPEG-3. MPEG-3 é um formato morto, pois o formato MPEG-4 o suplantou com muitas vantagens. Enquanto o MPEG-3 deveria ter sido um formato para compressão tanto de áudio como de vídeo o MP3 responde apenas pela terceira camada de compressão de áudio do MPEG-1.

História
Início de 1970: O Prof. Dieter Seitzer da Universidade Erlangen-Nuremberg na Alemanha depara-se com o problema de transmitir fala em alta qualidade através de linhas telefônicas. Ele inicia então um grupo de pesquisa em codificação de áudio.
Fim de 1970: Em virtude do surgimento do ISDN (Integrated Service Digital Network) e cabos de fibra óptica para telecomunicações, melhorar a codificação de voz pareceu pouco importante, então o Prof. Seitzer iniciou a pesquisa em codificação de sinais de música.
1979: O grupo do Prof. Seitzer desenvolveu o primeiro processador de sinais digitais capaz de realizar a compressão de áudio. Um dos estudantes, Karlheinz Brandenburg, começou a implementar princípios da psicoacústica na codificação de áudio.
1987: A Universidade Erlangen-Nuremberg realizou uma parceria com o Instituto Fraunhofer.
1988: Estabeleceu-se o MPEG (Moving Picture Experts Group), grupo de trabalho da ISO (International Organization for Standardization) responsável por desenvolver padrões para a compressão de áudio e vídeo digitais.
1989: Brandenbeurg finalizou sua tese de doutorado onde apresentava o algoritmo OCF (Optimum Coding in the Frequency Domain). Tal codec possuía várias características da atual tecnologia MP3 e era um sistema de tempo real.
1991: Melhoras no algoritmo OCF somadas a contribuições da Universidade de Hannover, dentre outras, produziram um novo codec de áudio chamado ASPEC (Adaptative Spectral Perceptual Entropy Coding). O ASPEC foi um dos 14 trabalhos enviados para a ISO como proposta de codificação de áudio. Após testes rigorosos, a ISO sugeriu que a codificação de áudio apresentassem 3 abordagens em escala de complexidade e eficiência:
Layer 1 e Layer 2, mais simples, baseadas em um outro codec enviado à ISO, o MUSICAN,
Layer 3 , de alta eficiência e maior complexidade, baseada no ASPEC.
O ASPEC evolui então para o codec MP3 - MPEG-1 Layer 3.
1995: Os pesquisadores de Fraunhofer votaram ' .mp3 ' como a extensão de arquivos MPEG Layer 3. Disponibilizou-se o codec do Layer 3 como shareware.
1997: Michael Robertson constrói o site 'mp3.com', onde disponibiliza informações e tudo mais relacionado à tecnologia MP3.
1998: Surgem os primeiros players portáteis de MP3, usando memória flash.
2000: Surgem no mercado dos EUA CD players com funcionalidades de mp3.
2006: Na Alemanha, MP3 gera mais de 10000 postos de trabalho e aproximadamente 300 milhões de euros de impostos. Os alemães gastam em média 1,5 bilhões de euros em MP3 players e produtos relacionados.
Após a grandiosa fama na Internet, o MP3 causou grande revolução no mundo do entretenimento. Assim como o LP de vinil, o cassete de áudio e o CD, o MP3 se fortaleceu como um popular meio de distribuição de canções. A questão chave para entender todo o sucesso do MP3 se baseia no fato de que, antes dele ser desenvolvido, uma música no computador era armazenada no formato WAV, que é o formato padrão para arquivo de som em PCs, chegando a ocupar dezenas de megabytes em disco.
Na média, um minuto de música corresponde a 10 MB para uma gravação de som de 16 bits estéreo com 44,1 KHz, o que resulta numa grande complicação a distribuição de músicas por computadores, principalmente pela Internet. Com o surgimento do MP3 essa história mudou, pois o formato permite armazenar músicas no computador sem ocupar muito espaço e sem tirar a qualidade sonora das canções. Geralmente, um minuto de música corresponde a cerca de 1 MB em MP3. O MP3 (MPEG-1/2 Audio Layer 3) foi um dos primeiros tipos de arquivos a comprimir áudio com perda de dados, com eficiência, de forma quase imperceptível ao ouvido humano.
Ao se popularizar, o formato MP3 deixou conseqüentemente a indústria fonográfica preocupada com seus lucros. O MP3 alcançou um sucesso tão grande que, quando as gravadoras se deram conta, o formato já estava presente em milhões de computadores em todo o mundo.

Princípios
As taxas de compressão alcançadas pelo MP3 chegam a até 12 vezes, dependendo da qualidade desejada. Para fazer isso o MP3 utiliza-se, além das técnicas habituais de compressão, de estudos de psico-acústica, sendo que estes permitem aproveitar-se das limitações e imperfeições da audição humana.
A utilização dos limites da audição humana baseia-se em três princípios básicos:
1)Faixa de frequência audível dos seres humanos;
2)Limiar de audição na faixa de frequência audível;
3)Mascaramento em frequência e mascaramento temporal.
Faixa de frequência audível humana: O ouvido humano, devido às suas limitações físicas, é capaz de detectar sons em uma faixa de frequência que varia de 20Hz a 20KHz, sendo que estes valores podem variar de indivíduo para indivíduo e também com a idade (com o envelhecimento perdemos a capacidade de ouvir frequências mais altas). Desta forma, não faz sentido armazenar dados referentes a sons fora desta faixa de frequência, pois ao serem reproduzidos, os mesmos não serão percebidos por um ser humano. Esta é a primeira limitação da audição humana do qual o sistema MP3 faz uso para alcançar altas taxas de compressão. De acordo com o Teorema de Nyquist, para garantir a reprodução de um sinal, temos de amostrá-lo pelo menos a duas vezes sua frequência máxima. Ou seja, neste caso, como a frequência máxima de interesse é 20KHz, basta amostrar a 40KHz. Utilizam-se 44100Hz como taxa de amostragem, pois levam-se em consideração 10% de tolerância e busca-se um valor produto dos quatro primeiros números primos. (Obs. (2x3x5x7)^2 = 44100). Desta forma, esta taxa de amostragem funciona como um filtro passa-baixas, que remove todos os componentes de frequência fora da faixa de interesse, neste caso, acima de 20Khz.
Limiar de audição na faixa de frequência audível: Outro fator utilizado pela codificação MP3 é a curva de percepção da audição humana dentro da faixa de frequências audíveis, ou Limiar de Audição. Apesar da faixa de audição humana variar entre 20Hz e 20KHz, a sensibilidade para sons dentro desta faixa não é uniforme. Ou seja, a percepção da intensidade de um som varia com a frequência em que este se encontra. Desta forma, o MP3 utiliza-se desta propriedade para obter compressão em arquivos de áudios. Esta abordagem é bastante intuitiva, sendo que o que se faz é descartar amostras que se encontrem abaixo deste limiar.
Mascaramento em frequência e mascaramento temporal: Por fim, uma última propriedade da audição humana ainda é utilizada pelo método é o chamado mascaramento auditivo, ou “audiabilidade diminuída de um som devido à presença de outro”, podendo este ser em frequência ou no tempo. O mascaramento em frequência ocorre quando um som que normalmente poderia ser ouvido é mascarado por outro, de maior intensidade, que encontra-se em uma frequência próxima. Ou seja, o limiar de audição é modificado (aumentado) na região próxima à frequência do som que causa o ocorrência do mascaramento, sendo que isto se deve à limitação da percepção de frequências do ouvido humano. O mascaramento em frequência depende da frequência em que o sinal se encontra, podendo variar de 100Hz a 4KHz. Em função deste comportamento, o que o método de compressão do MP3 faz é identificar casos de mascaramento em frequência e descartar sinais que não serão audíveis devido a este fenômeno. Além do mascaramento em frequência, temos ainda o mascaramento no tempo, sendo que este ocorre quando um som forte é precedido por um mais fraco que encontra-se em uma frequência próxima à do primeiro. Se o intervalo de tempo entre os dois for suficientemente pequeno, este som mais fraco não será percebido pela audição humana. Se um som é mascarado após um som mais forte, temos o chamado pós-mascaramento. No caso de um som ser mascarado antes do som mais forte, temos o que chamamos de pré-mascaramento. O pré-mascaramento existe só por um curto momento, cerca de 20ms, enquanto que o pós-mascaramento tem efeito por até 200ms. O método de compressão do MP3 utiliza-se portanto deste fenômeno, identificando casos onde o mesmo ocorre e descartando sons que seriam mascarados, o que permiter reduzir a informação de áudio consideravelmente sem mudança audível.

Licenças e patentes
A Thomson Consumer Electronics controla o licenciamento da patente do MPEG-1/2 Layer 3 nos poucos países que reconhecem patentes de software, tais como Estados Unidos da América e Japão.
Em setembro de 1998, o Instituto Fraunhofer enviou um comunicado a diversos desenvolvedores de programas MP3, exigindo cobrança de royalties por essa patente. O comunicado informava que o licenciamento era necessário para "distribuir e/ou vender decodificadores e/ou codificadores", e que os produtos não licenciados infringiam os "direitos sobre a patente do Instituto Fraunhofer e da Thomson. Para produzir, vender e/ou distribuir produtos que se utilizem do padrão MPEG-1/2 Audio Layer 3 e, portanto, de suas respectivas patentes, é necessário obter uma licença."
Tal iniciativa revelou a necessidade de promover formatos realmente livres, como o padrão ogg vorbis.
De notar, que passados 20 anos da existência do MPEG-1, e consequentemente do MP3, a licença passará a ser livre, tornando-se este codificador propriedade da humanidade.

O sistema empregado pelo MP3 também possibilita transmissões por streaming, onde o arquivo pode ser interpretado à medida em que é feito o download ou em que é baixado (não é necessário que o arquivo chegue inteiro para iniciar a reprodução).

CD, DVD ou MP3?

Primeiro, vamos explicar a diferença entre CD e DVD. A distinção principal é a capacidade de armazenamento, que é sete vezes maior no DVD que no CD. Tanto no CD quanto no DVD, os dados de som e imagem ficam armazenados em uma longa linha espiral, que recobre toda a superfície de alumínio. A diferença é a espessura da linha. No CD, ela mede 1 600 nanômetros, algo como uma vez e meia o diâmetro de um fio de cabelo. No DVD, a linha tem 740 nanômetros, pouco mais que a metade do diâmetro do mesmo fiozinho. Como a linha do DVD é mais fina, cabem mais voltas da linha no disco - e, por conseqüência, mais dados. Mas essa evolução não pára com o DVD convencional. Em 2003, chegou ao mercado o blu-ray, um novo formato de DVD ainda mais preciso. Para ler as informações gravadas na espiral, o leitor óptico do blu-ray utiliza um laser azul, mais fininho que o tradicional laser vermelho dos CDs e DVDs. Resultado: maior capacidade de armazenamento. Falta falar das modalidades regraváveis de CD e DVD, os CD-RW e DVD-RW. Eles têm uma camada extra em relação aos convencionais: uma película de tinta especial, onde as informações ficam gravadas. Nos regraváveis, onde há dados, a tinta fica opaca. Onde não tem nada, ela é brilhante. A vantagem é que esse tipo de gravação não é permanente - por meio de uma "raspagem" a laser, um gravador de CDs ou de DVDs consegue deixar toda a tinta brilhante de novo, pronta para ser regravada. Por último, é a vez do MP3, que não é um tipo de disco, mas um formato de compressão que diminui o tamanho dos arquivos de música no CD ou no computador. Só para comparar, em um CD normal cabem 80 minutos de música no formato ".wav", o mais tradicional. Em MP3, esse mesmo CD pode armazenar até 12 horas de som!

Os pontos fortes e fracos das oito mídias mais avançadas da atualidade

CD
O QUE É - Disco de alumínio recoberto com acrílico, capaz de armazenar dados na forma de músicas, vídeos e programas
CAPACIDADE - 700 megabytes (80 minutos de música em formato ".wav" ou 12 horas em MP3)
VANTAGEM - Funciona em aparelhos de som, computadores, DVD players, discmen...
DESVANTAGEM - Capacidade de armazenamento pequena comparada à do DVD

CD-R
O QUE É - CD virgem utilizado para gravar o que o usuário quiser por meio de um aparelho gravador de CDs. O "R" significa recordable, ou gravável
CAPACIDADE - A mesma de um CD
VANTAGEM - Preço baixo e possibilidade de escolher sua própria lista de músicas
DESVANTAGEM - Só pode ser gravado uma vez

CD-RW
O QUE É CD - virgem usado em múltiplas regravações por meio de um aparelho gravador de CDs. O "RW" é de rewritable, regravável
CAPACIDADE - A mesma de um CD
VANTAGEM - Capacidade de reutilização. Pode ser gravado mais de uma vez
DESVANTAGEM - Versatilidade reduzida. Nem todos os CD players de carros estão adaptados para ler seus arquivos

DVD
O QUE É - Disco de alumínio recoberto com acrílico, capaz de armazenar sons e imagens
VANTAGEM - Capacidade de armazenamento sete vezes superior à de um CD

DESVANTAGEM - Preço relativamente elevado. Um DVD custa mais que um CD
CAPACIDADE - 4,7 gigabytes (suficiente para um filme de três horas ou 4 700 horas de música em MP3)

VCD
O QUE É - Sigla de video compact disc, um formato de compressão que permite a um CD armazenar mais arquivos do que normalmente guardaria
CAPACIDADE - Um filme de até duas horas e meia
VANTAGEM - Espreme dentro de um CD um arquivo de vídeo que só poderia ser armazenado em um DVD
DESVANTAGEM - A qualidade da imagem fica prejudicada. Dá para o gasto se for exibida em micros, mas não em televisores

MP3
O QUE É - Formato de compressão que permite reduzir o tamanho de arquivos de áudio. Exige computador ou MP3 player para tocar as músicas
CAPACIDADE - Um MP3 player guarda até 4 mil minutos de áudio
VANTAGEM - Ocupa pouco espaço e tem qualidade boa
DESVANTAGEM - Os MP3 players são um pouco mais caros

CD-ROM
O QUE É - CD multimídia produzido para computadores. "ROM" significa read only memory, ou "memória apenas para leitura"
CAPACIDADE - A mesma de um CD
VANTAGEM - Pode armazenar programas, imagens e sons
DESVANTAGEM - Arquivos multimídia com imagem só funcionam em computadores

BLU-RAY
O QUE É - Novo formato de DVD mais preciso que o convencional. Exige DVD player específico para ler o disco
CAPACIDADE - 27 gigabytes (13 horas de filmes)
VANTAGEM - Melhora a qualidade do som e vídeo e aumenta a capacidade de armazenamento do disco
DESVANTAGEM - Preço alto. Os aparelhos são mais caros